Para casais masculinos do mesmo sexo que querem ter um filho biologicamente ligado, a gestação de substituição é o caminho principal. É um caminho que funciona, mas é complexo, dispendioso e muito dependente da jurisdição legal.
A gestação de substituição divide-se em dois tipos: altruísta (a gestante não recebe pagamento além das despesas) e comercial (a gestante é compensada). A disponibilidade legal varia consideravelmente por país.
Na Europa, os países onde a gestação de substituição é mais acessível para casais masculinos do mesmo sexo incluem a Grécia (altruísta, disponível para casais do mesmo sexo desde 2024) e Portugal (altruísta). O Reino Unido permite a gestação altruísta com um quadro legal relativamente desenvolvido.
Os países europeus onde a gestação de substituição está explicitamente proibida incluem França, Alemanha, Itália, Espanha e Suíça. Os cidadãos destes países que recorrem à gestação no estrangeiro enfrentam desafios complexos no reconhecimento da parentalidade.
O componente de doação de óvulos é parte padrão da gestação gay. Um ou ambos os pais pretendidos podem contribuir com esperma. O óvulo provém de uma dadora anónima ou conhecida.
O processo de gestação de substituição leva tipicamente 18 a 36 meses. As fases-chave incluem: preparação legal e seleção de agência (3-6 meses), correspondência com gestante (3-12 meses), ciclo de FIV (1-2 meses), gravidez (9 meses), processo legal para cidadania (1-6 meses).
Os custos variam amplamente. Na Grécia, um programa completo custa tipicamente entre 80.000 e 120.000 euros.
Os documentos de cidadania do bebé são um passo crítico após o nascimento. As nações de cidadania dos pais determinam a documentação necessária.
Trabalhar com uma agência ou advogado especializado em gestação de substituição internacional com experiência em casais masculinos do mesmo sexo é essencial.
As decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm progressivamente exigido que os estados reconheçam a relação pai-filho mesmo onde a gestação nacional é proibida.
Milhares já constroem famílias nos seus próprios termos.
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