Espanha é o maior mercado europeu — e um dos maiores do mundo — de reprodução medicamente assistida com participação de dadores. Segundo dados da ESHRE, dezenas de milhares de doentes estrangeiras viajam cada ano para clínicas espanholas. As razões são consistentes: legislação madura, grande banco de dadores, listas de espera relativamente curtas e grande variedade de formatos clínicos.
Espanha recebe doentes de toda a Europa e do mundo. Não é necessária cidadania ou residência. As clínicas trabalham profissionalmente com doentes internacionais.
A Lei espanhola de PMA 14/2006 é uma das mais progressistas da Europa. O acesso está aberto a casais heterossexuais, mulheres sozinhas e casais de mulheres. A FIV recíproca (ROPA) é legal e amplamente praticada. O acesso de casais de homens à gestação de substituição é proibido pela lei espanhola.
Espanha opera um sistema de doação anónima. As crianças não têm direito a identificar o seu dador pela lei espanhola — ao contrário de países com doação aberta. Há mais dadoras de óvulos do que noutros países europeus, graças à compensação legalmente permitida (até 1.000 euros por ciclo), o que garante listas de espera curtas.
Espanha é a primeira escolha de muitas europeias para FIV com doação. Pontos fortes: o maior banco de dadoras da Europa, listas de espera curtas, legislação progressista, alto padrão clínico. Limitações: doação anónima, proibição de gestação de substituição, mercado heterogéneo.
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