Chipre não é o primeiro destino que vem à mente quando se pensa em medicina reprodutiva. Mas entre os pacientes britânicos e irlandeses, as clínicas cipriotas ganharam há muito uma sólida reputação. A razão é simples: tudo o que as pessoas sentem falta em casa — rapidez, disponibilidade de dadores, preços razoáveis e, crucialmente, o inglês como língua de trabalho da medicina — está disponível no Chipre num só lugar.
Uma ilha com uma população de cerca de um milhão de habitantes tem várias dezenas de clínicas reprodutivas — desproporcionalmente muitas para um país tão pequeno. Desde os anos 2000, o Chipre tem desenvolvido deliberadamente o turismo médico.
A lei cipriota sobre tecnologias de reprodução assistida é uma das mais liberais da Europa. Sem limite de idade para as recetoras — muitas clínicas aceitam mulheres até aos 55–60 anos; o anonimato do dador é garantido; mulheres solteiras e casais heterossexuais são aceites sem restrições.
O Chipre é um dos poucos países da UE onde o inglês é efetivamente a segunda língua oficial da medicina — herança do período colonial britânico. Para pacientes do Reino Unido, Irlanda e outros países anglófonos, isto remove uma das principais barreiras ao turismo médico.
O Chipre é uma escolha pragmática e subestimada para o tratamento reprodutivo. Inglês, legislação liberal, preços acessíveis e curtos tempos de espera para dadores — uma combinação difícil de encontrar num só lugar na Europa. Para os coprogenitores que planeiam tratamento com coordenação internacional, a barreira linguística é um dos problemas menores no Chipre.